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Casa do Meio: um refúgio para a Alma
Você já sentiu que o mundo ao seu redor não foi feito para você? Que as respostas prontas e os métodos superficiais não conseguem tocar a sua alma? Eu entendo. Muitas vezes, a jornada para encontrar um espaço onde possamos ser verdadeiramente nós mesmas(os) parece longa e solitária. O que propomos aqui? A Casa do Meio acolhe pessoas que enfrentam crises de identidade, esgotamento e questionamentos existenciais profundos. Aqui, não se trata apenas de tratar sintomas, mas de me
Renata Araújo
26 de mai.2 min de leitura


Explorando a educação simbólica prática: um caminho de autoconhecimento e transformação
Você já parou para pensar como símbolos e seus significados moldam nossa forma de aprender e de nos relacionar com o mundo? A educação simbólica prática é uma porta aberta para um universo onde o aprendizado vai muito além do óbvio, tocando o coração e a mente de quem busca algo mais profundo. Hoje, convido você a mergulhar comigo nessa jornada fascinante, que pode transformar não só a forma como vemos a educação, mas também a nós mesmas(os). Imagine a educação como um jardim
Renata Araújo
25 de mai.3 min de leitura


Terapia para superdotadas(os): um espaço de autoconhecimento e cuidado online
Você já se sentiu como se estivesse vivendo em um mundo que não foi feito para você? Como se sua mente fosse uma constelação brilhante, mas solitária, navegando em um céu que poucos conseguem enxergar? Se você é uma pessoa neurodivergente, talvez essa sensação seja familiar. A terapia online surge como um refúgio, um espaço onde é possível ser compreendida(o) em sua complexidade e singularidade. Vamos conversar sobre isso? Psicoterapia para superdotadas(os): por que é importa
Renata Araújo
18 de mai.2 min de leitura


Onde está a loucura?
Se Malinowski (1884-1942) define o mito como um ingrediente vital da civilização , precisamos perguntar: quem retirou esse nutriente da nossa mesa? E o que nos obrigaram a engolir no lugar? Acredito que a resposta reside na sequidão da "normalidade" técnica e na tentativa de silenciamento sistemático de tudo o que é intuitivo. Vamos analisar alguns pontos: 1. Nietzsche: a morte do Mito e o niilismo da Sanidade Para Nietzsche , o declínio do Ocidente começa quando matamos a tr
Renata Araújo
8 de abr.3 min de leitura


Carta aberta às mulheres mães que silenciam o medo
Neste 8 de março, enquanto o mundo se ilumina para celebrar as conquistas femininas, escrevo para aquelas que preferem as sombras. Escrevo para a mulher que, ao chegar em casa, não encontra o refúgio, mas o alerta. Para a mãe que aprendeu a ler os passos, o tom de voz e o bater de portas do próprio filho como quem lê o anúncio de uma tempestade. A maternidade nos foi vendida como um território de amor incondicional e sacrifício sem limites. Mas pouco se fala sobre o luto em v
Renata Araújo
8 de mar.2 min de leitura


A escuta como "recalculadora"
Se o trauma e o estresse moldaram o biológico para a sobrevivência, a análise oferece um caminho para a existência . A escuta analítica ajuda a "recalcular" esses impactos de três formas principais: A Transformação do Registro O trauma biológico muitas vezes não tem palavras; é uma "memória do corpo". Ao transformar o sofrimento somático em narrativa (a cura pela fala), o sujeito retira a carga de urgência do sistema nervoso. O que era um "perigo presente" passa a ser uma "hi
Renata Araújo
1 de mar.1 min de leitura


O labirinto do Ser: por que as histórias nos curam?
No nosso cotidiano, tendemos a ver a vida de forma linear: nascer, crescer, produzir. Mas, para quem observa o mundo através de lentes atentas, sabe que a alma não anda em linha reta; ela se move em espirais. Muitas vezes, nos sentimos "engolidos" por circunstâncias externas, tal como o mito de Jonas e a Baleia. O que parece ser um fim, na verdade, é o início de um processo de incubação. Nossa cura não vem do esquecimento, mas da capacidade de traduzir nossas dores em símbolo
Renata Araújo
10 de fev.1 min de leitura


O ponto de equilíbrio: onde a neuroplasticidade encontra a Vontade de Sentido.
Por que a ciência precisa da poesia para entender o que dói? Na Casa do Meio, habitamos a fresta entre o que é orgânico e o que é transcendente. A dor humana é um fenômeno híbrido. Ela é, simultaneamente, um disparo eletroquímico no sistema nervoso e um grito da alma em busca de significado. Tratar o sofrimento apenas como um desequilíbrio químico é ignorar a história de quem sente; tratá-lo apenas como uma abstração poética é ignorar a nossa natureza biológica. A Casa do Mei
Renata Araújo
3 de fev.2 min de leitura


A Ética do Cuidado
Entre o estímulo e a resposta, existe um espaço chamado liberdade. Nele, ciência e poesia se encontram para acolher a dor. Esse espaço é construído através de uma escuta que é, ao mesmo tempo, filosofia e afeto. Vivemos em um tempo de "réguas" e diagnósticos apressados. A sociedade contemporânea tenta enquadrar a subjetividade humana em planilhas, ignorando que cada ser é uma trama complexa de biologia e história. Quando a dor surge, ela raramente busca uma definição técnica
Renata Araújo
2 de fev.2 min de leitura


📚 O drama da criança bem dotada
Alice Miller nos lembra que todos fomos, em algum momento, uma criança: sensível, conectada, aberta — e depois moldada por expectativas que anestesiam o ser. Este livro nos convida a revisitar com coragem essa infância silenciada. 1. O “dom” de se adaptar como estratégia de sobrevivência Miller aponta que o que se vê como “talento”, “habilidade”, “ser especial” pode esconder uma adaptação precoce à dor: a criança aprende a corresponder às exigências dos pais para merecer amo
Renata Araújo
4 de nov. de 20253 min de leitura


Sobre ser pai
Feliz dia aos pais que aprendem com seus filhos a olhar para si. Aos que, mesmo cometendo lapsos projetivos, superam o orgulho e reavaliam posturas vaidosas ou autoritárias. Feliz dia aos pais resilientes, conscientes de suas limitações, capazes de pedir perdão e de mostrar que a vida é um eterno ciclo de aprendizado e superação. Feliz dia aos pais que educam os filhos e, ao mesmo tempo, aprendem com eles a educar a si mesmos — porque não existe pai pronto, ainda que seja o h
Renata Araújo
10 de ago. de 20251 min de leitura


A violência disfarçada de cuidado - abraços que sufocam
Em nossa cultura, o cuidado é frequentemente associado ao amor, à proteção e à segurança. Mas nem todo cuidado é, de fato, cuidadoso. Há formas de zelo que, apesar de se apresentarem como afeto, escondem um desejo de controle. São formas de violência — silenciosas, disfarçadas — que se infiltram nas relações mais íntimas, onde a confiança deveria ser o alicerce. A violência disfarçada de proteção Essa forma de violência acontece quando o “cuidar” ultrapassa os limites do resp
Renata Araújo
6 de ago. de 20252 min de leitura


Quando te fazem duvidar de si: o nome disso é Gaslighting
Nem sempre o autoritarismo se apresenta com violência explícita. Às vezes, ele vem disfarçado de zelo, de proteção, de conselho bem-intencionado. Esse tipo de poder sutil opera no invisível dos silêncios impostos, das escolhas diminuídas, das emoções invalidadas, dos pedidos de desculpas ignorado. Está na fala que diz: 🗣 Você entendeu errado. 🗣 Isso é pro seu bem. 🗣 Você é muito sensível. 🗣 Você está exagerando. 🗣 Eu nunca falei isso. 🗣 Isso é coisa da sua cabeça.
Renata Araújo
8 de jul. de 20252 min de leitura


Atravessar o tempo: um perdão que toca raízes
Perdoar uma mãe não é esquecer, justificar ou romantizar a dor. É reconhecer que ela também foi filha. Que carregou nos braços e nos silêncios um legado maior do que ela pôde compreender. É permitir que a linha do tempo se desfaça em nós, para que algo novo possa nascer. Perdoar não exige convivência. Exige escuta da nossa própria dor, das vozes internas, dos gestos que se repetem sem que saibamos por quê. Perdoar a mãe é um ato de coragem ancestral. É dizer: eu vejo o que do
Renata Araújo
11 de mai. de 20251 min de leitura


Palo Seco
Ecos de outros corpos, traumas que não são meus, mas que grudaram na minha pele, frutos de uma herança invisível. Gritos abafados de tantos pais de minha linhagem, repletos de tristeza, raiva, amargura. Sem outro caminho, escolheram a doença, será essa a cura? Muitos, cujos nomes nem sei, talvez amorosos, talvez disciplinados, não sabendo cuidar da dor da alma, jogaram-se em vícios. O risco da aposta na vida carrega a dualidade habitual, ganhar ou perder. Mas, onde se esconde
Renata Araújo
13 de abr. de 20251 min de leitura


Você tem fome de quê?
Antes da fome, houve um “não” engolido com pressa, porque dizer sim era mais seguro do que ser rejeitada novamente. Antes da mordida, houve o choro contido e engolido, os gritos cortantes, o medo de existir à minha maneira. O doce como antídoto para o veneno vertido, palavras dilacerantes de quem devia amar, urgência de preencher o buraco da cobrança, deixado pela derrota da ternura. Antes da mastigação furiosa, o olhar de julgamento - o corpo vigiado, o desejo punido. Antes
Renata Araújo
12 de abr. de 20251 min de leitura


Sobre a raiva
A raiva é uma emoção quente, carrega o calor do fogo e, por isso, há nela um enorme potencial energético de destruição. Nossa respiração fica rasa e acelerada, o cérebro não recebe a oxigenação necessária, o ritmo cardíaco aumenta, o corpo se arma para uma guerra e, nela, quem mais perde somos nós mesmos. Desconheço boas soluções que tenham sido tomadas em momentos de raiva súbita. Mas, há um outro viés da raiva. Ela também carrega um potencial de ação que pode ser construtiv
Renata Araújo
25 de jan. de 20251 min de leitura


Relações Tóxicas
Relações tóxicas e destrutivas são relações que nos fazem ter medo de expressar nosso EU verdadeiro, nos fazem ter medo da vida e de um outro alguém ir embora “para sempre”, tentando manter a qualquer preço a pessoa ao lado, num apego sinistro. ⚠️ São relações que nos deixam em tristeza e ansiedade constantes, nos violentando física, emocional e/ou espiritualmente. 👉🏾 Casamentos de acomodação, amizades de “mão única”, familiares que sugam as energias construtivas individuai
Renata Araújo
1 de jul. de 20242 min de leitura


Os cegos e os elefantes
Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre o qual seria o mais sábio. Certa noite, depois de muito conversarem acerca da VERDADE DA VIDA e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros
Renata Araújo
26 de jun. de 20242 min de leitura


Sobre autoconhecimento
“Eu faço uma profissão amoral, onde todas as possibilidades humanas podem ser discutidas. Numa profissão como essa você tem que se lambuzar na alma humana! Nada que é próprio do homem pode te estarrecer ou inibir”. Essa declaração da atriz Fernanda Montenegro me faz questionar se temos a mesma disponibilidade para acolher imagens tão aterradoras quanto as que se apresentaram a nós, enquanto seres humanos. ⚠️ Curiosidade❗Você sabia que tudo o que nos separa da unidade divina,
Renata Araújo
25 de jun. de 20241 min de leitura
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