
Transtorno do Espectro Autista
As informações aqui são baseadas na amostragem espectral que tenho, não sendo representativas de todos os indivíduos autistas. Abordar como a sintomatologia se manifesta nos autismos é estatisticamente impossível, devido ao grande número de variáveis.
Autismo e Dupla Excepcionalidade sob a
Ótica Analítica e Biológica
Compreender a neurodivergência exige um olhar que atravesse as fronteiras do corpo e a subjetividade do Ser. Estar no espectro da Dupla Excepcionalidade (2E) não é uma "falha" ou um "bônus" de sistema, mas uma configuração singular que requer uma escuta sensível à fisiologia e aos símbolos da alma.
Autismo significa um alto nível de introspecção, onde a pessoa fica muito focada para dentro de si mesma. Isso traz grandes desafios quanto aos comportamentos sociais considerados adequados, incluindo déficits relacionados à comunicação, à falta de reciprocidade e atenção compartilhada, à comunicação não verbal e à construção e manutenção de relacionamentos.
Além desses aspectos, estão presentes muitas vezes: movimentos estereotipados, perfeccionismo, alinhamento e empilhamento de itens, organização padronizada e grandes dificuldades com imprevistos. Todos esses exemplos servem para promover a organização mental e aliviar o excesso de estímulos que recebemos do meio externo.
O diagnóstico é multidisciplinar e, no Brasil, somente os médicos podem validar o diagnóstico neuropsicológico, feito por um neuropsicólogo, e fornecer um laudo de TEA.
Trata-se de uma alteração do desenvolvimento neurobiológico em que os autistas não passam pelos “marcos” esperados de desenvolvimento das pessoas neurotípicas, como: linguagem, socialização, equilíbrio físico ou mental com funções executivas (organização, divisão de tarefas). Essas habilidades se desenvolvem fora do tempo previsto, pois algumas partes do cérebro amadurecem depois (como as responsáveis pela socialização e linguagem) ou muito antes (no caso da amígdala cerebral).
O modo mais adequado de se ver o autismo é através do olhar biológico, psicológico, social e até mesmo ambiental, sendo um conceito heterogêneo que inclui múltiplos sintomas, com variadas manifestações clínicas, bem como uma ampla gama de níveis de desenvolvimento e funcionamento.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V-TR), traz o agrupamento denominado Transtorno do Espectro do Autista, incluindo: transtorno autístico (autismo infantil), síndrome de Asperger, transtorno desintegrativo da infância e transtorno global ou invasivo do desenvolvimento sem outra especificação.
Para ser enquadrado no Transtorno do Espectro Autista, deve-se preencher, a partir desse mesmo manual diagnóstico, os critérios a seguir:
1. Deficiências sociais e de comunicação;
2. Interesses restritos, fixos e intensos e comportamentos repetitivos.
Esses critérios foram agrupados de tal forma, pois considera-se que déficits na comunicação e prejuízos sociais são inseparáveis. Atrasos de linguagem não são características exclusivas dos Transtornos do Espectro Autista e nem são universais dentro dele.

Nível 1: "leve"
(necessita de
algum suporte)
Não existe autismo sem suporte (apoio). O nível 1 significa que temos dificuldades para executar alguma tarefa que é prejudicada pelo transtorno, seja referente à comunicação, às interações sociais, organização, planejamento, etc. O que era compreendido por Síndrome de Asperger – atualmente está sendo enquadrada neste nível de autismo.
Nível 2: moderado
(necessita de um
suporte maior)
Um autista pode precisar de pouco suporte pra se comunicar (seria nível 1), mas pode necessitar de mais ajuda para fazer compras num local movimentado (essa ação seria nível 2 de suporte). Sendo assim, um autista nível 2 de suporte precisa de mais apoio para manter, relativamente, sua autonomia e isso não significa que haja Deficiência Intelectual e tampouco Superdotação.
Nível 3: severo
(necessita de
muito suporte)
Diz respeito àqueles que apresentam um déficit considerado grave nas habilidades de comunicação verbais e não verbais. Ou seja, não conseguem se comunicar sem contar com suporte. Também possuem um perfil extremamente inflexível de comportamento, tendo dificuldades intensas de lidar com mudanças. Tendem ao isolamento social, mais que os outros níveis, se não estimulados. Se bem estimulado via terapias, pode chegar a nível 1 de suporte.
Os Três Pilares

Pilar 1: O Olhar Biológico e Neurocientífico
A compreensão do autismo começa no corpo. Aqui, exploramos a neurociência, a regulação neuroquímica e a homeostase sensorial para entender como o sistema nervoso neurodivergente processa o mundo.

Pilar 2: A Perspectiva Analítica
Para além do diagnóstico, existe um sujeito. Através da análise pessoal trabalhamos o processo de individuação, o manejo do masking e a construção de uma identidade autêntica, integrando a intensidade e as habilidades.

Pilar 3: Suporte e Cidadania
O conhecimento deve se transformar em autonomia. Nesta aba, você também encontra um guia prático sobre direitos, benefícios (CIPTEA, passagens) e legislações que garantem o suporte necessário para a vida cotidiana.
Pilar 1: O Olhar Biológico e Neurocientífico
A Biologia da Intensidade e do Processamento Atípico
Compreender o autismo e a Dupla Excepcionalidade (2E) exige reconhecer que a neurodivergência não é uma escolha, mas uma configuração biológica singular.
Na Casa do Meio, partimos do princípio de que o cérebro neuroatípico possui um balanço excitatório/inibitório próprio, onde "diferente" não é sinônimo de melhor ou pior, mas de uma nova forma de habitar o mundo.
Embora pareça ser uma estrutura uniforme, ele pode ser dividido em áreas distintas, com base em suas origens embriológicas, estrutura e função.
O cérebro humano é dividido em 6 lobos (partes), chamados: frontal, parietal, temporal, occipital, insular e límbico, distribuídos em dois hemisférios (lados), o direito e o esquerdo.
⚠️ De acordo com os estudos sobre o autismo, os lobos frontal e temporal são os mais afetados, mas não quer dizer que os outros lobos também não apresentem uma graduação de prejuízos, levando em conta que o transtorno é um espectro.

O autismo possui um caráter psicossocial e epigenético. Isso significa que, embora a sequência do DNA não mude, a forma como os genes são "expressos" (ligados ou desligados) é influenciada pelo ambiente.
🧩 Metilação do DNA: Estudos comprovam que o cérebro autista apresenta genes hipometilados (pouco silenciados), o que leva a uma superexpressão de certas funções cerebrais.
🧩 Estresse Oxidativo: A metilação prejudicada pode gerar estresse oxidativo, resultando em sintomas físicos e emocionais como ansiedade, agitação e dores de cabeça.
🧩 Dopamina e Sincronização: Alterações na enzima metionina sintase afetam a estimulação da dopamina, substância essencial para a sincronização das redes neurais e controle da atenção.
A Arquitetura do Cérebro Autista
O cérebro neurodivergente apresenta particularidades estruturais que explicam a intensidade da experiência sensorial e social:
Conectividade e Substância Branca: Observam-se tratos de fibras (massa branca) com desenvolvimento atípico e padrões assíncronos. Essa "dessincronia" explica por que processar linguagens rápidas e contextos sociais complexos demanda tanta energia cognitiva do autista.
O Lobo Frontal e a Flexibilidade: Responsável pelo planejamento e controle emocional, esta área apresenta, no TEA, menor fluxo sanguíneo. Para compensar, o cérebro aciona múltiplas áreas simultaneamente para executar uma única tarefa — o que gera a exaustão característica do fim do dia.
A Amígdala e o Hipocampo (O Registro da Emoção): Em pessoas com TEA, a amígdala (centro da memória emocional) tende a ser maior. Uma vez acionada, é biologicamente difícil "desligá-la" apenas com racionalidade, o que torna frases como "não fique ansioso" ineficazes.
O Córtex Insular e a Interocepção: É aqui que o cérebro lê o corpo. A neurodivergência altera a percepção de fome, sede, dor e temperatura, tornando a relação com o próprio corpo uma experiência de alta intensidade.

Áreas de Brodmann e a Linguagem
Dificuldades na compreensão e expressão não são "falta de vontade", mas reflexos de funcionamentos específicos em áreas como o Giro Frontal Inferior Esquerdo (BA 45, 46, 47) e o Giro Supramarginal (BA 40), responsáveis pela gesticulação, entonação e processamento dos sentidos.
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A Experiência do Mundo Intenso: Desafios e Possibilidades

Receber o diagnóstico
Receber o diagnóstico de autista pode ser algo libertador! Sentir que não se é a única pessoa "estranha" nesse mundo traz uma sensação calorosa de pertencimento. Participar de um Grupo de Apoio após o diagnóstico ajuda a passar pelo processo de luto que vem com a denominação desse EU. Compreender como lidar com os sintomas e como agir ao menor sinal de crise é fundamental. Impor limites, praticar atividade física, cuidar da parte nutricional, fazer o acompanhamento médico regular, manter o processo terapêutico e descansar por mais tempo, passa a ser prioridade e uma questão de sobrevivência no caos que o mundo apresenta.

Interesses restritos e intensos
Quando gostamos de um assunto, o pesquisamos a fundo, a ponto de nos tornarmos especialistas; verdadeiros professores com um powerpoint mental que duraria várias horas de palestras. Os interesses restritos e intensos podem se manifestar como estudar incansavelmente um tema específico, colecionar determinados objetos, assistir repetidas vezes ao mesmo filme, escutar várias vezes a mesma música, falar muito tempo sobre um mesmo tópico e por aí vai...

Hiperfoco
Hiperfoco é o termo usado para descrever o estado de concentração intensa e sustentada de uma pessoa por uma tarefa ou um conjunto de estímulos específicos, como um estado de absorção completo em uma das áreas de interesse restrito e intenso. Durante o estado de hiperfoco, há uma percepção diminuída de estímulos que não são relevantes para a tarefa. O hiperfoco pode se manifestar de diferentes formas no dia a dia de quem apresenta o traço, como estudar incansavelmente um tema específico, colecionar determinados objetos, assistir repetidas vezes ao mesmo filme, entre outros. Os hiperfocos tendem a mudar ao longo da vida, mas o aspecto é o mesmo. Somos envolvidos num estado de completa absorção, há uma percepção diminuída de estímulos que não são relevantes naquele momento. Uma estratégia para ficar em paz sem ruminação mental de tarefas a fazer, autistas não gostam de procrastinar, é executar as tarefas antes de ser levado pelo hiperfoco. Assim, podemos aproveitar toda a sensação de bem-estar que vem quando estamos hiperfocados.

Literalidade
Autistas tendem a interpretar informações de maneira literal, encontrando dificuldade em compreender expressões figuradas, metáforas, indiretas, piadas e entrelinhas. É importante destacar que nem todas as pessoas autistas apresentam essa característica, e a intensidade da literalidade pode variar consideravelmente. Mesmo que a intensidade da literalidade seja baixa, a mente do autista interpreta as palavras literalmente e, numa fração de segundos constrói a imagem do que foi falado. Isso pode desencadear risos fora de contexto, gerando incompreensão no interlocutor. Piadas podem ser compreendidas algum tempo após o tempo normalmente esperado.

Padrões e previsibilidade
Temos a tendência em adotar padrões de repetição inconscientemente — ou não — de rotina, palavras, gestos e expressões, pois são uma forma de conforto individual. Podem ser interpretados como manias, tiques ou hábitos, mas para nós é uma questão de previsibilidade. Os imprevistos desestruturam todo o nosso mundo interior e temos dificuldade de nos autorregularmos novamente até o nosso equilíbrio padrão. Imprevistos podem, inclusive, desencadear crises chamadas Meltdowm ou Shutdown (que explicarei oportunamente).

Masking
O termo camuflagem, chamado também de masking social), refere-se ao uso de estratégias que usamos, inconscientemente ou não, para sermos aceitos em algum grupo ou para minimizar a “visibilidade” das características do autismo em situações sociais através da tentativa de cópia dos comportamentos e falas, criação de roteiros mentais de possíveis interações sociais (positivas e negativas), monitoramento das próprias expressões corporais e faciais, a fim de não demonstrar que a interação social está exigindo um esforço desgastante. Como vivemos numa sociedade patriarcal, as meninas são ensinadas, desde cedo, a falar baixo, a ter que sorrir (e aí vem o que eu chamo de sorriso "sincero" que é aquele sorriso que parece mais um choro), cumprimentar as pessoas tendo que beijar e abraçar (e ainda sorrir), manterem-se quietas, obedientes e subservientes, transformando-se num cenário ideal para a camuflagem social. Na tentativa de parecermos normais, somos prejudicadas pelo desgaste físico e emocional que o masking acarreta como dor de cabeça, náuseas, enjoo e exausta após eventos sociais.

Ansiedade
Autistas sentem o mundo de forma muito intensa e isso pode causar grande ansiedade. Entender e se relacionar com outras pessoas, participar de toda a vida familiar, escolar, laboral e social pode ser bem difícil. Neurotípicos parecem saber, intuitivamente, como se comunicarem e interagirem uns com os outros, mas nós somos bem diferentes e essas diferenças nos deixam ainda mais aflitos, por não saber o que fazer para atender às expectativas daquele contexto em que estamos. Às vezes estamos com o pensamento tão focado na solução de algo que não cumprimos as etiquetas sociais simples, de bom dia, por exemplo. Grosseria? Saibam que não é por mal!

Labilidade Emocional
Nós autistas temos dificuldade em regular nossas emoções e precisamos de estratégias de autorregulação para lidar com a sobrecarga emocional e/ou sensorial. Cada pessoa com autismo gerencia sua entrada sensorial de uma maneira diferente e, por isso, as habilidades de regulação emocional costumam variar. Além das situações sensoriais que impactam na regulação emocional, existem diversos fatores ambientais, circunstanciais e mentais que podem dificultar a regulação emocional, por invadirem nosso sistema nervoso.

TPS
A alteração da integração sensorial resulta em Transtorno de Processamento Sensorial (TPS) pode ocorrer de forma isolada ou como comorbidade (condição associada) ao autismo. O cérebro da grande maioria das pessoas no espectro do autismo tem dificuldade em gerenciar sua entrada sensorial, o que faz com que ele reaja de forma excessiva (hipersensibilidade) ou insuficiente (hipossensibilidade) à entrada visual, tátil, gustativa, vestibular e auditiva. Muitas vezes não conseguimos participar de atividades típicas da vida, ou participamos com restrições e adaptações sensoriais (usando abafadores, por exemplo). Pessoas com esse transtorno apresentam mais problemas de aprendizado e no desempenho acadêmico, alterações de coordenação motora (tanto ampla quanto fina), mudança de comportamento (com distração, impulsividade, hiperatividade ou hipoatividade e problemas gastrointestinais. Uma das consequências são os sintomas de estresse crônico e a baixa autoestima, devido ao afastamento social provocado pelo TPS associado ou não ao TEA.
Pilar 2: A Perspectiva Analítica
Diagnóstico, Identidade e a Jornada de Individuação
O diagnóstico de autismo, especialmente quando ocorre na vida adulta, raramente nasce da curiosidade; ele surge após uma longa trajetória de angústias e buscas por respostas.
Na Casa do Meio, compreendemos o diagnóstico não como um rótulo que limita, mas como um mapa que permite ao sujeito habitar sua própria pele com mais dignidade.
O Diagnóstico Diferenciado: Além dos Marcadores
Atualmente, não existem exames de imagem ou testes biológicos que "provem" o autismo. O diagnóstico é clínico e comportamental.
O Cérebro não está Lesado: Como Analista e pessoa no espectro, reforço: nossos circuitos não estão rompidos; eles apenas se desenvolveram de forma atípica.
Plasticidade e Potencial: O autismo não é degenerativo. A plasticidade cerebral nos permite desenvolver habilidades e estratégias funcionais durante toda a vida, desde que o foco saia apenas da "limitação" e se volte para a potência.
A Análise como Caminho: Do Sofrimento ao Sentido
Embora abordagens como TCC e ABA sejam as indicações protocolares, a Análise seja — pela Psicanálise ou pela Psicologia Analítica (Junguiana) — oferece um diferencial profundo para a pessoa autista que busca compreender sua subjetividade:
🧩 Individuação: É o processo de integrar a sombra e a luz. Para o autista, isso significa validar sua forma única de socializar, sem a obrigação de mimetizar o comportamento neurotípico o tempo todo.
🧩 Manejo da Angústia: O diagnóstico tardio traz consigo o luto pelo tempo em que tentamos ser "normais" ao custo de um esgotamento invisível. A análise acolhe esse luto e ajuda a reconstruir a autoimagem.
🧩 Estratégias de Vida: Através da escuta analítica, traçamos estratégias para aumentar a qualidade de vida, respeitando a homeostase biológica (Pilar 1) e promovendo a autonomia do Sujeito. Exemplos de sofrimentos que chegam na clínica:
Dificuldades com a interocepção (percepção de sede, fome, vontade de ir ao banheiro).
Alto padrão moral mantendo a pessoa absorta com injustiças a ponto de sentir-se mal ao ver noticiários.
Dispraxia (apresentar dificuldade com questões motoras, de equilíbrio e postura).
Dificuldade em perceber as pessoas que não gostam de sua companhia.
Ser visto(a) como pessoa infantilizada na fase adulta, por estar imerso(a) nos próprios interesses, mesmo não querendo passar essa impressão.
Não perceber que o outro está cansado de ouvir sobre o hiperfoco.
Dificuldade de se relacionar com os pares da mesma idade e em fazer e manter amizades.
Parecer inoportuno(a), muito direto(a), ríspido(a), pedante e sarcástico(a) nas interações sociais.
Dificuldade em lidar com as críticas.
Ter dificuldade em perceber as hierarquias sociais.
Ter interesse em pessoas específicas.
Dificuldade em acompanhar as conversas em grupo.
Necessidade de organização em tópicos e listas.
Racionalizar demais sobre o que fazer.
Se sentir muito diferente para este mundo.
Preferir ficar sozinho(a) e ser julgado como antissocial.
Ter fobias incomuns.
Manter-se próximo(a), sem estar incluído(a).
Ficar muito aflito(a) com a aproximação física acentuada e com contato visual contínuo (sensação de invasão do espaço pessoal).
Dificuldade em falar ao telefone, preferindo mensagens (de texto, principalmente).
Preferência por atividades solitárias.
Dificuldade em lidar com muitas tarefas ao mesmo tempo.
Dificuldade em expressar seu humor.
Dificuldade com sons, luzes e texturas por causarem dor ou desconforto físico.
Uma Perspectiva Integrada
Muitos traços da neurodivergência, quando compreendidos e integrados, deixam de ser incapacidades severas e podem se tornar vantagens competitivas e criativas. O segredo está no equilíbrio: identificar as barreiras biológicas, mas investir incansavelmente no desenvolvimento dos potenciais.
Pilar 3: Suporte e Cidadania
Guia Prático de Direitos e Autonomia
O conhecimento técnico só cumpre sua função quando se transforma em cidadania. Como Pesquisadora de Saúde Pública, entendo que a autonomia do sujeito neurodivergente também passa pelo acesso aos seus direitos e benefícios garantidos por lei.
Legislação Mineira
Lista de Legislações Estaduais e Federais para Inclusão

Estacionamento
Credencial de estacionamento para pessoas autistas

Legislação Municipal
Lei Municipal de Inclusão da Pessoa Com Deficiência


































